VIAGEM CRONOTÓPICA:

LUTO SIMBÓLICO E IDENTITÁRIO EM “MARIA JOÃO” (2022), DE CRISTINA VILLAÇA

Autores

  • John David Peliceri da Silva Universidade Estadual Paulista (UNESP) - Assis

Resumo

Este artigo analisa o cronotopo simbólico na obra “Maria João” (2022), de Cristina Villaça, por meio do rito do programa cristão – vida, morte e ressurreição. A análise ressalta como a narradora-protagonista lida com os desafios da sobrevivência tanto na família quanto em outros relacionamentos. Por meio dos relatos memorialísticos, Maria João demarca o luto simbólico e ambulante, no sentido de mudar as identidades, a fim de ajustar-se aos espaços apresentados. Assim, a viagem se torna uma superestrutura discursiva, porquanto articula a memória individual com a coletiva, na qual as emoções de Maria João estão frente às inexoráveis renúncias, como a perda familiar, a fuga da nova família, o amor não concretizado, a morte do amado e a contínua mudança de cidade. As identidades de Maria João justificam a arte do luto, no contexto das andanças citadinas, porque expõem resistência, garantem um espaço no mundo e configuram o protótipo de “equilibrista”, enquanto (re)nascimento identitário.

Publicado

2026-07-31